Os seres humanos têm uma capacidade quase inesgotável de se iludirem a si próprios – uma habilidade tenaz de negar o que é nitidamente óbvio, um talento maravilhoso (que chega a partir o coração) para acreditar em algo bastante melhor do que seja o que for que estejam a enfrentar, directamente, olhos nos olhos […].
É uma grande bênção essa capacidade. É aquilo que nos leva a escrever poemas. É o que nos faz entoar canções e pintar retratos e construir catedrais. É a razão da existência das colunas dóricas quando um tronco de uma árvore teria servido perfeitamente. É um dom glorioso, belo e agonizante que nos torna humanos.
2 conversa(s):
Felizmente...
P.
o quão bem sabe uma ilusão :)
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