Chegou às minhas mãos de uma forma invulgar e consigo trouxe muito mais que a história fabulosa de um homem incomum.A mestria narrativa e o rigor da investigação de Tom Reiss, conduziram-me por caminhos insuspeitos e levaram-me a paisagens mais familiares, agora desvendadas sob cores que desconhecia.
O Orientalista, conta a história de um judeu, convertido ao Islão, num tempo que mudou a História da Humanidade.
Desde a ascensão do Bolchevismo até meados da II Guerra, é a biografia de um homem, mas sobretudo de uma Europa a fervilhar na mudança de paradigma.
Entre comunistas, nazis e fascistas, empurrado entre um Oriente e um Ocidente que, verdadeiramente, não se conhecem nem compreendem, numa oscilação permanente até na busca por si próprio, caminhamos a par com um homem que atravessou a vida como um trágico meteorito de exuberância e criatividade.
Personagem onírico na sua própria existência, construído e vivido a uma tal profundidade que às tantas se confundem todos os personagens que Lev foi, sem se saber exactamente onde acaba ou começa a realidade e a ficção dentro do próprio homem.
Terminei de o ler ontem à tarde e não é precipitado afirmar que é um dos livros da minha vida, sobretudo por aquilo que está para além das suas páginas, por tudo aquilo que, graças a ele, influiu no meu percurso enquanto ser...





2 conversa(s):
Já li e adorei. O Lev foi sempre um homem vulnerável que só podia contar com a sua imaginação para se defender de um século XX homicida e fanático.
BU! Foi grande o susto? Hihihihihi...
Bem isto é supostamente 1 epaço dedicado ao comentário. mas sei lá... Apeteceu-me reformular o meu comentário em forma de grande beijo. Tive aqui. Patinhas.
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